sexta-feira
Olha o jornal! Olha o jornal ou melhor Olha a revista!
geeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeente o migux tava na revista e so agora que eu descobri :S hehe mas não perdi tempo e vim postar! esperem só pq é dimais!
CRESCER - Você teve a ideia para o Migux quando seus filhos quiseram entrar no Orkut e você não deixou, certo? ANNA VALENZUELA – Há 2 anos, meu filho tinha 10 anos e minha filha 7 quando vieram reclamar que todos os amigos podiam "ter Orkut", menos eles... Sentamos para conversar e meu argumento era que, para entrar no Orkut, eles teriam de clicar em "Sim, tenho mais de 18 anos". Começar mentindo, logo de cara, era um sinal de que algo estava bem errado, eu dizia. O argumento deles, incontestável, era que eles iam adorar "adicionar amigos" virtualmente e poder mandar recadinhos para essa turma. Cá entre nós, tem coisa mais "de criança" do que "adicionar amigos"? Era quase uma maldade ser proibido para os pequenos justamente o site cujo principal objetivo era "adicionar amigos"...
CRESCER - Em que você se baseou para criar o Migux?
AV: Eu trabalho há dez anos com internet. Fui editora da home page do UOL por seis anos, depois consultora de interatividade, e nos últimos anos, diretora de produtos online da Brancaleone, empresa da qual sou sócia com outros veteranos da Web. E, durante esse tempo, sempre me chamou atenção a ausência de bons produtos interativos para crianças. Curiosamente, a "geração Migux" é exatamente a turma dos famosos nativos digitais, ou seja, o público mais apto a usar tecnologia e consequentemente mais exigente também. Esta "audiência" que já nasceu com celular, computador e games portáteis popularizados não só é íntima da tecnologia como também está sempre em busca da vanguarda dela... Vários produtos foram referência para o Migux. O primeiro foi o próprio Orkut, pois queríamos levar para a garotada esse conceito (por si só tão lúdico) de “adicionar amigos”. Os videogames (e todas as suas características de imersão) também são referências muito importantes pra gente. Afinal, estamos falando de um público “gamer”. Era fundamental que os pequenos tivessem uma interface que mais lembrasse um videogame do que o próprio Orkut.
CRESCER - O que o Migux tem de diferente do Orkut, por exemplo? Por que ele seria mais “adequado” para os pequenos?
AV: A grande diferença entre o Migux e outros ambientes virtuais interativos que as crianças frequentam hoje está exatamente nas travas de segurança. Nele, todas as conversas são gravadas e os IPs (protocolo de internet, que representa o local de um determinado equipamento), registrado. Além disso, a rede tem regras muito claras de convivência e quem as quebra é suspenso ou até mesmo banido do ambiente. Há também ferramenta de denúncia, que qualquer criança pode usar para apontar alguém que não esteja se comportando adequadamente. Ainda assim, sempre dizemos (inclusive no site) que toda nossa tecnologia jamais vai superar a importância do olhar atento e das orientações que os pais devem dar aos filhos dentro e fora do ambiente virtual.
CRESCER - Seus filhos ajudaram você na elaboração? Aliás, eles gostaram da ideia logo no início ou foi difícil convencê-los a não entrar no Orkut? AV: A continuação deste papo com meus filhos foi a seguinte: perguntei o que eles queriam tanto ver no Orkut, além de adicionar amigos. E então eles começaram a desfilar uma lista enorme de funcionalidades que, claro, iam além do próprio Orkut. “Não queremos só adicionar amigos! Queremos também passear com nossos amigos como se fosse um videogame! (O Migux tinha de ser imersivo...) Não queremos só mandar recados! Queremos mandar presentes! E brincar de casinha! E fazer nossos próprios ‘trabalhos’...” Então, posso dizer que a elaboração do Migux foi uma síntese de todo o tempo que trabalhei na web desenvolvendo produtos para públicos adultos (e notando várias áreas de sombra) com o olhar de mãe que, como todas as outras mães, está sempre em busca de experiências bacanas, criativas, inteligentes e seguras para seus filhos. Meus filhos imediatamente curtiram a idéia, pois notaram que estavam participando da construção dela. Afinal, era a primeira vez que eu me dedicaria à construção de um produto online para crianças. Confesso que a partir do momento em que eles viram que a Brancaleone estava mesmo construindo uma rede social para crianças, o Orkut deixou de ser um assunto e a empolgação com o Migux passou a dominá-los. Claro que eles estão crescendo e eu sei que logo esse assunto voltará... Afinal, os amigos, além de brincar no Migux, agora também estão criando suas contas no Facebook...
CRESCER - O Migux é bem semelhante ao Club Penguin. Quais são as diferenças entre os dois?
AV: A principal funcionalidade do Migux (além do básico adicionar amigos, passear com eles e visitar suas casas...), está na construção de conteúdo pelas próprias crianças. Diferentemente do Club Penguin (que pessoalmente adoro e acho uma grande plataforma de games), o Migux quer incentivar os pequenos ao máximo a criar, desenhar, construir e produzir suas próprias "obras de arte". Não investimos pesadamente em jogos dentro do ambiente. Além disso, também como grande diferencial, a maioria das atividades e eventos dentro do Migux traz como temática questões ambientais (há uma gincana virtual para reciclagem de garrafas pets, por exemplo) e culturais (um dos maiores sucessos do Migux foi o arraial que fizemos durante o mês de junho).
CRESCER - Você teve a ideia para o Migux quando seus filhos quiseram entrar no Orkut e você não deixou, certo?
ANNA VALENZUELA – Há 2 anos, meu filho tinha 10 anos e minha filha 7 quando vieram reclamar que todos os amigos podiam "ter Orkut", menos eles... Sentamos para conversar e meu argumento era que, para entrar no Orkut, eles teriam de clicar em "Sim, tenho mais de 18 anos". Começar mentindo, logo de cara, era um sinal de que algo estava bem errado, eu dizia. O argumento deles, incontestável, era que eles iam adorar "adicionar amigos" virtualmente e poder mandar recadinhos para essa turma. Cá entre nós, tem coisa mais "de criança" do que "adicionar amigos"? Era quase uma maldade ser proibido para os pequenos justamente o site cujo principal objetivo era "adicionar amigos"...
CRESCER - Em que você se baseou para criar o Migux?
AV: Eu trabalho há dez anos com internet. Fui editora da home page do UOL por seis anos, depois consultora de interatividade, e nos últimos anos, diretora de produtos online da Brancaleone, empresa da qual sou sócia com outros veteranos da Web. E, durante esse tempo, sempre me chamou atenção a ausência de bons produtos interativos para crianças. Curiosamente, a "geração Migux" é exatamente a turma dos famosos nativos digitais, ou seja, o público mais apto a usar tecnologia e consequentemente mais exigente também. Esta "audiência" que já nasceu com celular, computador e games portáteis popularizados não só é íntima da tecnologia como também está sempre em busca da vanguarda dela... Vários produtos foram referência para o Migux. O primeiro foi o próprio Orkut, pois queríamos levar para a garotada esse conceito (por si só tão lúdico) de “adicionar amigos”. Os videogames (e todas as suas características de imersão) também são referências muito importantes pra gente. Afinal, estamos falando de um público “gamer”. Era fundamental que os pequenos tivessem uma interface que mais lembrasse um videogame do que o próprio Orkut.
CRESCER - O que o Migux tem de diferente do Orkut, por exemplo? Por que ele seria mais “adequado” para os pequenos?
AV: A grande diferença entre o Migux e outros ambientes virtuais interativos que as crianças frequentam hoje está exatamente nas travas de segurança. Nele, todas as conversas são gravadas e os IPs (protocolo de internet, que representa o local de um determinado equipamento), registrado. Além disso, a rede tem regras muito claras de convivência e quem as quebra é suspenso ou até mesmo banido do ambiente. Há também ferramenta de denúncia, que qualquer criança pode usar para apontar alguém que não esteja se comportando adequadamente. Ainda assim, sempre dizemos (inclusive no site) que toda nossa tecnologia jamais vai superar a importância do olhar atento e das orientações que os pais devem dar aos filhos dentro e fora do ambiente virtual.
CRESCER - Seus filhos ajudaram você na elaboração? Aliás, eles gostaram da ideia logo no início ou foi difícil convencê-los a não entrar no Orkut?
AV: A continuação deste papo com meus filhos foi a seguinte: perguntei o que eles queriam tanto ver no Orkut, além de adicionar amigos. E então eles começaram a desfilar uma lista enorme de funcionalidades que, claro, iam além do próprio Orkut. “Não queremos só adicionar amigos! Queremos também passear com nossos amigos como se fosse um videogame! (O Migux tinha de ser imersivo...) Não queremos só mandar recados! Queremos mandar presentes! E brincar de casinha! E fazer nossos próprios ‘trabalhos’...” Então, posso dizer que a elaboração do Migux foi uma síntese de todo o tempo que trabalhei na web desenvolvendo produtos para públicos adultos (e notando várias áreas de sombra) com o olhar de mãe que, como todas as outras mães, está sempre em busca de experiências bacanas, criativas, inteligentes e seguras para seus filhos. Meus filhos imediatamente curtiram a idéia, pois notaram que estavam participando da construção dela. Afinal, era a primeira vez que eu me dedicaria à construção de um produto online para crianças. Confesso que a partir do momento em que eles viram que a Brancaleone estava mesmo construindo uma rede social para crianças, o Orkut deixou de ser um assunto e a empolgação com o Migux passou a dominá-los. Claro que eles estão crescendo e eu sei que logo esse assunto voltará... Afinal, os amigos, além de brincar no Migux, agora também estão criando suas contas no Facebook...
CRESCER - O Migux é bem semelhante ao Club Penguin. Quais são as diferenças entre os dois?
AV: A principal funcionalidade do Migux (além do básico adicionar amigos, passear com eles e visitar suas casas...), está na construção de conteúdo pelas próprias crianças. Diferentemente do Club Penguin (que pessoalmente adoro e acho uma grande plataforma de games), o Migux quer incentivar os pequenos ao máximo a criar, desenhar, construir e produzir suas próprias "obras de arte". Não investimos pesadamente em jogos dentro do ambiente. Além disso, também como grande diferencial, a maioria das atividades e eventos dentro do Migux traz como temática questões ambientais (há uma gincana virtual para reciclagem de garrafas pets, por exemplo) e culturais (um dos maiores sucessos do Migux foi o arraial que fizemos durante o mês de junho).
CRESCER - Você teve a ideia para o Migux quando seus filhos quiseram entrar no Orkut e você não deixou, certo?
ANNA VALENZUELA – Há 2 anos, meu filho tinha 10 anos e minha filha 7 quando vieram reclamar que todos os amigos podiam "ter Orkut", menos eles... Sentamos para conversar e meu argumento era que, para entrar no Orkut, eles teriam de clicar em "Sim, tenho mais de 18 anos". Começar mentindo, logo de cara, era um sinal de que algo estava bem errado, eu dizia. O argumento deles, incontestável, era que eles iam adorar "adicionar amigos" virtualmente e poder mandar recadinhos para essa turma. Cá entre nós, tem coisa mais "de criança" do que "adicionar amigos"? Era quase uma maldade ser proibido para os pequenos justamente o site cujo principal objetivo era "adicionar amigos"... CRESCER - Em que você se baseou para criar o Migux? AV: Eu trabalho há dez anos com internet. Fui editora da home page do UOL por seis anos, depois consultora de interatividade, e nos últimos anos, diretora de produtos online da Brancaleone, empresa da qual sou sócia com outros veteranos da Web. E, durante esse tempo, sempre me chamou atenção a ausência de bons produtos interativos para crianças. Curiosamente, a "geração Migux" é exatamente a turma dos famosos nativos digitais, ou seja, o público mais apto a usar tecnologia e consequentemente mais exigente também. Esta "audiência" que já nasceu com celular, computador e games portáteis popularizados não só é íntima da tecnologia como também está sempre em busca da vanguarda dela... Vários produtos foram referência para o Migux. O primeiro foi o próprio Orkut, pois queríamos levar para a garotada esse conceito (por si só tão lúdico) de “adicionar amigos”. Os videogames (e todas as suas características de imersão) também são referências muito importantes pra gente. Afinal, estamos falando de um público “gamer”. Era fundamental que os pequenos tivessem uma interface que mais lembrasse um videogame do que o próprio Orkut. CRESCER - O que o Migux tem de diferente do Orkut, por exemplo? Por que ele seria mais “adequado” para os pequenos?
AV: A grande diferença entre o Migux e outros ambientes virtuais interativos que as crianças frequentam hoje está exatamente nas travas de segurança. Nele, todas as conversas são gravadas e os IPs (protocolo de internet, que representa o local de um determinado equipamento), registrado. Além disso, a rede tem regras muito claras de convivência e quem as quebra é suspenso ou até mesmo banido do ambiente. Há também ferramenta de denúncia, que qualquer criança pode usar para apontar alguém que não esteja se comportando adequadamente. Ainda assim, sempre dizemos (inclusive no site) que toda nossa tecnologia jamais vai superar a importância do olhar atento e das orientações que os pais devem dar aos filhos dentro e fora do ambiente virtual. CRESCER - Seus filhos ajudaram você na elaboração? Aliás, eles gostaram da ideia logo no início ou foi difícil convencê-los a não entrar no Orkut? AV: A continuação deste papo com meus filhos foi a seguinte: perguntei o que eles queriam tanto ver no Orkut, além de adicionar amigos. E então eles começaram a desfilar uma lista enorme de funcionalidades que, claro, iam além do próprio Orkut. “Não queremos só adicionar amigos! Queremos também passear com nossos amigos como se fosse um videogame! (O Migux tinha de ser imersivo...) Não queremos só mandar recados! Queremos mandar presentes! E brincar de casinha! E fazer nossos próprios ‘trabalhos’...” Então, posso dizer que a elaboração do Migux foi uma síntese de todo o tempo que trabalhei na web desenvolvendo produtos para públicos adultos (e notando várias áreas de sombra) com o olhar de mãe que, como todas as outras mães, está sempre em busca de experiências bacanas, criativas, inteligentes e seguras para seus filhos. Meus filhos imediatamente curtiram a idéia, pois notaram que estavam participando da construção dela. Afinal, era a primeira vez que eu me dedicaria à construção de um produto online para crianças. Confesso que a partir do momento em que eles viram que a Brancaleone estava mesmo construindo uma rede social para crianças, o Orkut deixou de ser um assunto e a empolgação com o Migux passou a dominá-los. Claro que eles estão crescendo e eu sei que logo esse assunto voltará... Afinal, os amigos, além de brincar no Migux, agora também estão criando suas contas no Facebook...
CRESCER - O Migux é bem semelhante ao Club Penguin. Quais são as diferenças entre os dois?
AV: A principal funcionalidade do Migux (além do básico adicionar amigos, passear com eles e visitar suas casas...), está na construção de conteúdo pelas próprias crianças. Diferentemente do Club Penguin (que pessoalmente adoro e acho uma grande plataforma de games), o Migux quer incentivar os pequenos ao máximo a criar, desenhar, construir e produzir suas próprias "obras de arte". Não investimos pesadamente em jogos dentro do ambiente. Além disso, também como grande diferencial, a maioria das atividades e eventos dentro do Migux traz como temática questões ambientais (há uma gincana virtual para reciclagem de garrafas pets, por exemplo) e culturais (um dos maiores sucessos do Migux foi o arraial que fizemos durante o mês de junho).
CRESCER - Você teve a ideia para o Migux quando seus filhos quiseram entrar no Orkut e você não deixou, certo?
ANNA VALENZUELA – Há 2 anos, meu filho tinha 10 anos e minha filha 7 quando vieram reclamar que todos os amigos podiam "ter Orkut", menos eles... Sentamos para conversar e meu argumento era que, para entrar no Orkut, eles teriam de clicar em "Sim, tenho mais de 18 anos". Começar mentindo, logo de cara, era um sinal de que algo estava bem errado, eu dizia. O argumento deles, incontestável, era que eles iam adorar "adicionar amigos" virtualmente e poder mandar recadinhos para essa turma. Cá entre nós, tem coisa mais "de criança" do que "adicionar amigos"? Era quase uma maldade ser proibido para os pequenos justamente o site cujo principal objetivo era "adicionar amigos"...
CRESCER - Em que você se baseou para criar o Migux?
AV: Eu trabalho há dez anos com internet. Fui editora da home page do UOL por seis anos, depois consultora de interatividade, e nos últimos anos, diretora de produtos online da Brancaleone, empresa da qual sou sócia com outros veteranos da Web. E, durante esse tempo, sempre me chamou atenção a ausência de bons produtos interativos para crianças. Curiosamente, a "geração Migux" é exatamente a turma dos famosos nativos digitais, ou seja, o público mais apto a usar tecnologia e consequentemente mais exigente também. Esta "audiência" que já nasceu com celular, computador e games portáteis popularizados não só é íntima da tecnologia como também está sempre em busca da vanguarda dela... Vários produtos foram referência para o Migux. O primeiro foi o próprio Orkut, pois queríamos levar para a garotada esse conceito (por si só tão lúdico) de “adicionar amigos”. Os videogames (e todas as suas características de imersão) também são referências muito importantes pra gente. Afinal, estamos falando de um público “gamer”. Era fundamental que os pequenos tivessem uma interface que mais lembrasse um videogame do que o próprio Orkut.
CRESCER - O que o Migux tem de diferente do Orkut, por exemplo? Por que ele seria mais “adequado” para os pequenos? AV: A grande diferença entre o Migux e outros ambientes virtuais interativos que as crianças frequentam hoje está exatamente nas travas de segurança. Nele, todas as conversas são gravadas e os IPs (protocolo de internet, que representa o local de um determinado equipamento), registrado. Além disso, a rede tem regras muito claras de convivência e quem as quebra é suspenso ou até mesmo banido do ambiente. Há também ferramenta de denúncia, que qualquer criança pode usar para apontar alguém que não esteja se comportando adequadamente. Ainda assim, sempre dizemos (inclusive no site) que toda nossa tecnologia jamais vai superar a importância do olhar atento e das orientações que os pais devem dar aos filhos dentro e fora do ambiente virtual. CRESCER - Seus filhos ajudaram você na elaboração? Aliás, eles gostaram da ideia logo no início ou foi difícil convencê-los a não entrar no Orkut?
AV: A continuação deste papo com meus filhos foi a seguinte: perguntei o que eles queriam tanto ver no Orkut, além de adicionar amigos. E então eles começaram a desfilar uma lista enorme de funcionalidades que, claro, iam além do próprio Orkut. “Não queremos só adicionar amigos! Queremos também passear com nossos amigos como se fosse um videogame! (O Migux tinha de ser imersivo...) Não queremos só mandar recados! Queremos mandar presentes! E brincar de casinha! E fazer nossos próprios ‘trabalhos’...” Então, posso dizer que a elaboração do Migux foi uma síntese de todo o tempo que trabalhei na web desenvolvendo produtos para públicos adultos (e notando várias áreas de sombra) com o olhar de mãe que, como todas as outras mães, está sempre em busca de experiências bacanas, criativas, inteligentes e seguras para seus filhos. Meus filhos imediatamente curtiram a idéia, pois notaram que estavam participando da construção dela. Afinal, era a primeira vez que eu me dedicaria à construção de um produto online para crianças. Confesso que a partir do momento em que eles viram que a Brancaleone estava mesmo construindo uma rede social para crianças, o Orkut deixou de ser um assunto e a empolgação com o Migux passou a dominá-los. Claro que eles estão crescendo e eu sei que logo esse assunto voltará... Afinal, os amigos, além de brincar no Migux, agora também estão criando suas contas no Facebook...
CRESCER - O Migux é bem semelhante ao Club Penguin. Quais são as diferenças entre os dois? AV: A principal funcionalidade do Migux (além do básico adicionar amigos, passear com eles e visitar suas casas...), está na construção de conteúdo pelas próprias crianças. Diferentemente do Club Penguin (que pessoalmente adoro e acho uma grande plataforma de games), o Migux quer incentivar os pequenos ao máximo a criar, desenhar, construir e produzir suas próprias "obras de arte". Não investimos pesadamente em jogos dentro do ambiente. Além disso, também como grande diferencial, a maioria das atividades e eventos dentro do Migux traz como temática questões ambientais (há uma gincana virtual para reciclagem de garrafas pets, por exemplo) e culturais (um dos maiores sucessos do Migux foi o arraial que fizemos durante o mês de junho).
CRESCER - Você teve a ideia para o Migux quando seus filhos quiseram entrar no Orkut e você não deixou, certo?
ANNA VALENZUELA – Há 2 anos, meu filho tinha 10 anos e minha filha 7 quando vieram reclamar que todos os amigos podiam "ter Orkut", menos eles... Sentamos para conversar e meu argumento era que, para entrar no Orkut, eles teriam de clicar em "Sim, tenho mais de 18 anos". Começar mentindo, logo de cara, era um sinal de que algo estava bem errado, eu dizia. O argumento deles, incontestável, era que eles iam adorar "adicionar amigos" virtualmente e poder mandar recadinhos para essa turma. Cá entre nós, tem coisa mais "de criança" do que "adicionar amigos"? Era quase uma maldade ser proibido para os pequenos justamente o site cujo principal objetivo era "adicionar amigos"...
CRESCER - Em que você se baseou para criar o Migux? AV: Eu trabalho há dez anos com internet. Fui editora da home page do UOL por seis anos, depois consultora de interatividade, e nos últimos anos, diretora de produtos online da Brancaleone, empresa da qual sou sócia com outros veteranos da Web. E, durante esse tempo, sempre me chamou atenção a ausência de bons produtos interativos para crianças. Curiosamente, a "geração Migux" é exatamente a turma dos famosos nativos digitais, ou seja, o público mais apto a usar tecnologia e consequentemente mais exigente também. Esta "audiência" que já nasceu com celular, computador e games portáteis popularizados não só é íntima da tecnologia como também está sempre em busca da vanguarda dela... Vários produtos foram referência para o Migux. O primeiro foi o próprio Orkut, pois queríamos levar para a garotada esse conceito (por si só tão lúdico) de “adicionar amigos”. Os videogames (e todas as suas características de imersão) também são referências muito importantes pra gente. Afinal, estamos falando de um público “gamer”. Era fundamental que os pequenos tivessem uma interface que mais lembrasse um videogame do que o próprio Orkut. CRESCER - O que o Migux tem de diferente do Orkut, por exemplo? Por que ele seria mais “adequado” para os pequenos?
AV: A grande diferença entre o Migux e outros ambientes virtuais interativos que as crianças frequentam hoje está exatamente nas travas de segurança. Nele, todas as conversas são gravadas e os IPs (protocolo de internet, que representa o local de um determinado equipamento), registrado. Além disso, a rede tem regras muito claras de convivência e quem as quebra é suspenso ou até mesmo banido do ambiente. Há também ferramenta de denúncia, que qualquer criança pode usar para apontar alguém que não esteja se comportando adequadamente. Ainda assim, sempre dizemos (inclusive no site) que toda nossa tecnologia jamais vai superar a importância do olhar atento e das orientações que os pais devem dar aos filhos dentro e fora do ambiente virtual.
CRESCER - Seus filhos ajudaram você na elaboração? Aliás, eles gostaram da ideia logo no início ou foi difícil convencê-los a não entrar no Orkut? AV: A continuação deste papo com meus filhos foi a seguinte: perguntei o que eles queriam tanto ver no Orkut, além de adicionar amigos. E então eles começaram a desfilar uma lista enorme de funcionalidades que, claro, iam além do próprio Orkut. “Não queremos só adicionar amigos! Queremos também passear com nossos amigos como se fosse um videogame! (O Migux tinha de ser imersivo...) Não queremos só mandar recados! Queremos mandar presentes! E brincar de casinha! E fazer nossos próprios ‘trabalhos’...” Então, posso dizer que a elaboração do Migux foi uma síntese de todo o tempo que trabalhei na web desenvolvendo produtos para públicos adultos (e notando várias áreas de sombra) com o olhar de mãe que, como todas as outras mães, está sempre em busca de experiências bacanas, criativas, inteligentes e seguras para seus filhos. Meus filhos imediatamente curtiram a idéia, pois notaram que estavam participando da construção dela. Afinal, era a primeira vez que eu me dedicaria à construção de um produto online para crianças. Confesso que a partir do momento em que eles viram que a Brancaleone estava mesmo construindo uma rede social para crianças, o Orkut deixou de ser um assunto e a empolgação com o Migux passou a dominá-los. Claro que eles estão crescendo e eu sei que logo esse assunto voltará... Afinal, os amigos, além de brincar no Migux, agora também estão criando suas contas no Facebook...
CRESCER - O Migux é bem semelhante ao Club Penguin. Quais são as diferenças entre os dois?
AV: A principal funcionalidade do Migux (além do básico adicionar amigos, passear com eles e visitar suas casas...), está na construção de conteúdo pelas próprias crianças. Diferentemente do Club Penguin (que pessoalmente adoro e acho uma grande plataforma de games), o Migux quer incentivar os pequenos ao máximo a criar, desenhar, construir e produzir suas próprias "obras de arte". Não investimos pesadamente em jogos dentro do ambiente. Além disso, também como grande diferencial, a maioria das atividades e eventos dentro do Migux traz como temática questões ambientais (há uma gincana virtual para reciclagem de garrafas pets, por exemplo) e culturais (um dos maiores sucessos do Migux foi o arraial que fizemos durante o mês de junho).
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